22.8.07
não podendo eu dizer-te
,em boca,
não podendo dizer-te
das falhas da filosofia
e dos rumores da ciência
,não podendo dizer-te (desejo)
do silêncio que rasga e
me entra pelas frestas
ao crepúsculo,
não podendo dizer-te dos teus dedos
nos teus dedos
,os teus dedos
digo-te, dos intervalos das horas,
o quanto me sacia regressar a esta casa velha
e ouvir, no indizível, entre os nomes
,o teu nome
(supunhas tu fazer do lume alimento)
repetido:
nos escombros sobre cadáveres antigos
o teu nome
(dele faço alimento)
,em boca,
não podendo dizer-te
das falhas da filosofia
e dos rumores da ciência
,não podendo dizer-te (desejo)
do silêncio que rasga e
me entra pelas frestas
ao crepúsculo,
não podendo dizer-te dos teus dedos
nos teus dedos
,os teus dedos
digo-te, dos intervalos das horas,
o quanto me sacia regressar a esta casa velha
e ouvir, no indizível, entre os nomes
,o teu nome
(supunhas tu fazer do lume alimento)
repetido:
nos escombros sobre cadáveres antigos
o teu nome
(dele faço alimento)
4 Comments:
This sounds very apocalytic...Is climate change messing with your mind?
apocalyptic I meant...
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